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O preço por “Dar conta de tudo”

Redação por Glaucia Simionato
02/04/2026

Você já parou para perceber como o excesso de compromissos alimenta um ciclo de ansiedade e estresse?

Muitas vezes, a demanda de obrigações parece tão alta que a ideia de desacelerar parece impossível.

Para “dar conta de tudo”, você pode estar comprometendo a sua saúde mental. O resultado é um cansaço que não passa nem com o sono, uma irritabilidade até mesmo com pequenas coisas e uma sensação de estresse que vai se tornando crônico.
Preste atenção aos sinais do seu corpo: as vezes, a sobrecarga aparece como uma tensão constante nos ombros, coração acelerado, dores de cabeça frequentes, um aperto no peito ou aquele hábito de travar os dentes durante o dia. Seu corpo está tentando te dizer que o ritmo atual está te fazendo mal.
Fica o questionamento: será que você precisa dar conta de tudo mesmo? E, principalmente, qual é o custo emocional que você está pagando por isso?

Eu entendo que, para você, desacelerar pode gerar um medo de parecer improdutiva ou de “falhar” com os outros. É natural sentir essa pressão em uma rotina que exige tanto. Mas lembre-se: sentir-se exausta não é um sinal de fraqueza, é um sinal de que você ultrapassou o seu limite por tempo demais. A produtividade sem saúde é um caminho curto para o esgotamento.

Para te ajudar a equilibrar a rotina sem se sentir esgotada, proponho duas estratégias práticas:

1 - Diferencie Urgência de Prioridade

Comece listando todas as suas tarefas, desde as domésticas até as profissionais.

O segredo não está na lista em si, mas na classificação:

Quando estamos ansiosas, o cérebro tende a interpretar tudo como urgente. Ter essa distinção visual no papel ajuda a “baixar o volume” da cobrança interna e permite que você se autorize a fazer pausas sem o peso da culpa.

2 - A Prática da Micro-Desaceleração

Sabe aquela sensação de estar sempre correndo contra o tempo?

Experimente quebrar esse ritmo com pausas intencionais.

Parar por um minuto para respirar conscientemente, sentir o sabor do café ou simplesmente olhar pela janela não é perda de tempo. Pelo contrário: ao sair do “modo sobrevivência”, seu cérebro recupera a clareza, o que aumenta sua produtividade real e reduz a sensação de atropelo.

Pequenas mudanças de ritmo ensinam ao seu corpo que você está no controle, e não o contrário. Respeitar o seu limite é o primeiro passo para uma vida mais equilibrada.

Muitas vezes a pratica desses exercícios será o suficiente para que você volte a se sentir melhor, por outro lado, um psicólogo irá facilitar este caminho para que você não ande sozinha e que indentifique os problemas e que encontre as soluções mais adequadas e palpáveis.  

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